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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA

Podemos afirmar que a Geografia sempre fez parte da vida dos seres humanos como um recurso relacionado à sobrevivência ou como elemento determinante da organização espacial.
Relacionar-se com a natureza foi primordial para a sobrevivência dos primeiros agrupamentos humanos. Assim, os povos caçadores e coletores, preocupavam-se em observar as variações das estações climáticas, que regulam os ciclos reprodutivos da natureza. Os povos que dependiam da navegação, se especializaram em observações das marés e ventos predominantes, e assim sucessivamente, visando, sobretudo, facilitar sua própria existência.
Deste modo, outros conhecimentos foram desenvolvendo-se, tais como a confecção de mapas, observação e discussão a respeito da forma e tamanho da Terra, como se distribuíam os rios, primeiras definições sobre latitude e longitude, dentre outros que lançaram as bases da ciência geográfica.
Podemos afirmar que a Geografia sempre fez parte da vida dos seres humanos como um recurso relacionado à sobrevivência ou como elemento determinante da organização espacial.
Ao analisarmos nossas práticas pedagógicas no ensino da Geografia, percebemos que elas estão pautadas numa mistura decorrentes geográficas tradicionais e novas. Um exemplo dessa prática é a dualidade que ainda existe no conceito geográfico de região natural e humanizada ou física e humana.
Os gregos foram os primeiros a se organizar em termos econômicos, políticos, sociais e ambientais, passando a utilizar a geografia em vários aspectos, ampliando assim o conhecimento geográfico.
Com o aperfeiçoamento da navegação e o advento do capitalismo, o mundo passa a ser ocupado pela classe burguesa que começa a explicar as questões que envolvem o homem e o espaço. A geografia passa a ser estudada nas escolas francesa e alemã, descrevendo em várias linhas do pensamento geográfico contemporâneo, os três principais elementos geográficos da terra: Homem, Natureza e Espaço. Por intermédio desses estudos passaram a criar leis e princípios que explicam os fenômenos geográficos.
No Brasil, após a Revolução de 1930, o ensino e a pesquisa de Geografia se institucionalizaram, sendo influenciada unicamente pela escola clássica francesa.
Com a criação do IBGE (1930), primeira instituição a reconhecer o fazer geográfico, veio atender as necessidades de levantamento de dados demográficos e informações detalhadas sobre os recursos naturais do país. O ensino de geografia no Brasil foi inserido no século XIX, mas de forma indireta em textos que enfatizam a descrição do território, sua dimensão, suas belezas naturais e servir como estratégia para difundir o pensamento das elites sobre o crescimento do país.
A Geografia teve por muito tempo um enfoque descritivo do espaço, não se apresentando de maneira clara e objetiva enquanto disciplina, desempenhando um papel apenas decorativo, pois não apresentava um caráter crítico da realidade.
A profunda mudança ocorrida após o fim da Segunda Guerra Mundial com o surgimento da nova Ordem Mundial trouxe novos enfoques para o estudo da Geografia como exemplo: os problemas sociais e ambientais que passam a fazer parte dos conteúdos desta disciplina.
Para muitos pensadores da Geografia, o homem passa a ser o principal elemento da geografia, por ser o causador das mudanças social, econômica, política, cultural e ambiental. Neste aspecto, a geografia humana torna-se importante por explicar todo o processo de transformação que vem ocorrendo no espaço e nas sociedades.
A geografia humanística – passa a contribuir para a construção do modelo de espaço mais justo para o homem, sem se preocupar com os aspectos econômicos; enquanto que a geografia clássica passa a se preocupar com os conceitos de região, de espaço e território, voltados aos interesses sociais e econômicos.
A geografia histórico–crítica objetiva o estudo do espaço geográfico, valorizando as relações sociais e suas ações sobre o espaço geográfico. Nesta geografia o professor deve elaborar ou criar situações que promovam a aprendizagem do aluno, deixando o mesmo participar, opinar e se inteirar do conteúdo de maneira crítica, articulando através da teoria com a prática social, para que ele possa compreender as relações das forças produtivas do trabalho e do seu papel na sociedade.
A chamada Geografia Clássica – no final do século XIX até os meados do século XX, desenvolveu na sua vertente francesa os conceitos de região e paisagem, eram considerados o próprio objeto de estudo da Geografia, a paisagem era o aspecto visível de um gênero de vida e tinha valor cultural e histórico.
Outros conceitos ganharam destaque como ferramentas necessárias para a explicação do espaço geográfico, entre eles o conceito de lugar e, mais tarde, o de rede.
Portanto, o objeto de estudo da Geografia é o espaço geográfico, entendido como o espaço produzido e apropriado pela sociedade, e através desta Ciência tem-se buscado adquirir conhecimentos de extrema relevância para a vida em sociedade e em particular para o desempenho das funções de cidadania, proporcionando aos educandos, diferentes práticas pedagógicas que permitem colocá-los em diferentes situações de vivência com lugares onde vivem, e que possibilitem, não apenas compreensão das relações sócio - culturais e o funcionamento da natureza às quais historicamente pertence, mas também conhecer e saber utilizar uma forma singular de pensar sobre a realidade: o conhecimento geográfico.
Para tanto, deve-se oportunizar aos educandos conhecimentos específicos da Geografia e, através destes, possibilitá-los a leitura e a interpretação do espaço com criatividade, considerando a diversidade das temáticas geográficas, bem como suas diferentes formas de abordagem.
Neste contexto, entra em cenário a Ciência Geográfica, visto que o seu estudo é de fundamental relevância, pois oferece instrumentos essenciais para compreensão e intervenção na realidade social. Através dela, podemos compreender como diferentes sociedades interagem entre si e com a natureza na construção de seu espaço, entendendo as múltiplas relações de um lugar com outros lugares.
Enfim, para que isto ocorra, o educando terá que desenvolver uma educação que contemple a complexidade do mundo atual, onde tudo se desloca numa grande velocidade, alternando com rapidez a realidade global.




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