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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA

A disciplina de Língua Portuguesa só passou a existir nos currículos escolares brasileiros tardiamente, nas últimas décadas do século XIX, depois de já há muito organizado o sistema de ensino, e o processo de formação do professor para tal disciplina só teve inicio nos anos 30 do século XX.
Em meados do século XVIII, a Reforma Pombalina torna obrigatório o ensino de Língua Portuguesa em Portugal e no Brasil. O ensino da Língua Portuguesa foi incluído no currículo sob as formas das disciplinas Gramática, Retórica e Poética, abrangendo esta a Literatura, quase um século após – em 1837. Somente no século XIX, o conteúdo gramatical ganhou a denominação de Português e, em 1871 foi criado, no Brasil, por decreto imperial, o cargo de Professor de Português.
O ensino manteve a sua característica elitista ate meados do século XX quando houve uma improvisada democratização, com a ampliação de vagas, eliminação dos exames de admissão, entre outros fatores. É nessa época que se intensifica o processo de depreciação da profissão docente.
Os estudos lingüísticos, centrados no texto e na interação social das praticas discursivas, e as novas concepções sobre a aquisição da língua materna chegaram ao Brasil em meados da década de setenta e contribuíram para fazer frente à pedagogia tecnicista, geradora de um ensino baseado na memorização.
No que tange ao ensino de literatura, vigorou, até meados do século XX, a predominância do cânone. Para esse ensino, baseado na Antiguidade Clássica, o principal instrumento do trabalho pedagógico eram as antologias literárias. A partir dos anos 70, com abordagens estruturalistas ou historiográficas do texto literário, restringiu-se apenas ao 2º grau.
A partir dos anos 80, os estudos lingüísticos mobilizaram os professores para a discussão e o repensar sobre o ensino da língua materna e para a reflexão sobre o trabalho realizado nas salas de aula.
A proposta do Currículo Básico do Paraná, da década de 1990, fundamentou-se em pressupostos coerentes com a concepção dialógica e social da linguagem. Pretendia-se uma pratica pedagógica que enfrentasse o normativismo e o estruturalismo e, na literatura, uma perspectiva de analise mais aprofundada dos textos, bem como a proposição de textos significativos e com menos ênfase na conotação moralista.
Nas discussões curriculares sobre o ensino de Língua Portuguesa, os Parâmetros Curriculares Nacionais, do final da década de 90, também fundamentaram a proposta para a disciplina nas concepções interacionistas ou discursivas, propondo uma reflexão acerca dos usos da linguagem oral e escrita.
Nessa perspectiva, os fundamentos teóricos que estão alicerçando a discussão sobre o ensino de língua e literatura requerem novos posicionamentos em relação às praticas de ensino, seja pela discussão critica dessas praticas, seja pelo envolvimento direto dos professores na construção de alternativas.
Quanto aos fundamentos teórico-metodológicos, o domínio da língua, oral ou escrita, é fundamental para a participação social efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la percebemos a responsabilidade de garantir a todos os nossos educandos o acesso aos saberes lingüísticos, necessários para o exercício da cidadania.
A língua é um sistema de signos lingüísticos históricos e sociais que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade, em um espaço de interação social. Muitos estudos e teorias foram e continuam sendo desenvolvidas nesse importante ramo de conhecimento, entre os mais atuais, estão os estudos do teórico russo Mikhail Michailovicht Bakhtin, teorias como da estética da recepção defendida por H.R. Jauss e Hans Kugler, ou outras que se orientam em análises do discurso, as quais deverão orientar nosso plano. É baseado nos estudos de Bakhtin que a língua será vista como uma atividade que se realiza historicamente entre sujeitos, configurada num espaço de interação entre os mesmos, num conjunto aberto e múltiplo de práticas sociointeracionais, orais e escritas, deixando para segundo plano, conteúdos que se baseiam unicamente em teorias lingüísticas e praticas normativas tradicionais aplicadas ao estudo gramatical ou alheios ao contexto social o qual está sendo apresentado e/ou discutido.
Baseado nessa perspectiva e visto que nossos alunos encontram dificuldades na compreensão de textos, na leitura e na organização de idéias, orais ou escritas, procuramos desenvolver esse planejamento de modo que contemple os conteúdos, juntamente com as metodologias necessárias, para atender a essas dificuldades.
É discursivamente, que procuraremos desenvolver a possibilidade de plena participação social através da língua, a construção de diferentes visões de mundo e a produção do conhecimento.
Acreditamos que o domínio da língua, oral ou escrita, é fundamental para a participação social efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la percebemos a responsabilidade de garantir a todos os nossos educandos o acesso aos saberes lingüísticos, necessários para o exercício da cidadania.




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